Gosta de ver criaturas bizarras na TV? E séries com LUZ? Então corra para conferir Lost Girl e deixe toda sua energia ser sugada.
A premissa de Lost Girl, nova série do canal canadense Showcase, é tosca e exala canalhice. Por isso mesmo, decidi passar por ela como se não existisse. Tentei ignorar a história da Succubus, que drena energia sexual dos seres humanos para se alimentar, mas não consegui. Por algum motivo, as pessoas associam tramas canalhas a mim (não imagino o porquê) e pediram que eu comentasse essa delícia de série sensual (e por que não dizer, sensual?). O resultado é que deixar o preconceito de lado me trouxe uma série muito boa. Surpresa total.
Os fãs de True Blood vão gostar de conferir, aliás, qualquer um que goste de criaturas míticas vai achar interessante. Por mais cretina que a história possa parecer, a produção é boa e o elenco é bacana. O Canadá, aliás, tem acertado a mão em séries de TV e vale a pena dar um voto de confiança. Ainda não tinha assistido nada como Lost Girl, que exige bons profissionais de maquiagem, e vinha mantendo minha quota de canadenses com séries simples como Being Erica ou 18 to Life. Agora que posso dizer que a parte técnica não decepciona, vamos falar desse primeiro episódio, que introduz a história com muita eficácia, LUZ e sem muita enrolação.
Bo (Anna Silk) não é só a irmã gêmea da ex-BBB Anamara. Aliás, se pararmos para pensar, as duas tem muito em comum, já que Bo é a tal Succubus, que drena o sex appeal alheio para se alimentar e Anamara fazia a mesma coisa durante o reality da Globo.
Piadinhas à parte, o interessante é que Bo não sabe o que é, mas conhece seus poderes e habilidades, embora não os controle totalmente. Por isso, todos os seus amantes (homens e mulheres) acabaram virando presunto, mas sempre com aquele sorriso no rosto, de quem morreu num orgasmo magnífico. Bo foi criada por pais humanos tem essa tendência a ser legal com as pessoas. É por isso que ela salva Kenzi (Ksenia Solo) do famoso e batido golpe do Boa Noite Cinderela, deixando o corpo do estuprador para trás e chamando a atenção das criaturas que são como ela, mas vivem em segredo em nossa sociedade.
A partir daí, as duas viram amigas e parceiras, mas nada vai ser tão fácil, já que os Fae, a raça de bizarrinhos que se alimenta de energia humana, não admite que exista uma freelancer, ainda mais, uma cuja existência eles desconheciam. Por enquanto, é exatamente isso que vai manter Bo sã e salva, quero dizer, viva. Ela também contará com a ajuda de seus novos conhecidos que podem ensiná-la a controlar seus impulsos e esconder seus rastros.
Para se ter ideia do que vem por aí vamos aos diferentes tipos de seres míticos que aparecem só nesse primeiro episódio. Acredito que o detetive Dyson (Kristen Holden-Ried) seja o tradicional vampiro e também clone de Guilherme Weber. O parceiro dele, detetive Hale (K.C Collins) tem o poder de enfraquecer a mente das pessoas (sejam elas humanas ou não). Durante a luta que decide se Bo poderia viver em sociedade, tivemos ainda o “comedor de sofrimento” e o grandalhão estranho de língua bifurcada, que não teve seus poderes revelados. Ou seja: isso é só o começo.
Verdade seja dita, toda essa sociedade Fae parece muito interessante e fiquei curiosa para saber o que teremos de mais estranho a partir daqui. Um ponto importante e que atesta toda a credibilidade da coisa é a tradicional luta entre LUZ e ESCURIDÃO. Não poderia ser mais promissor, não é mesmo?
Então, se Lost Girl te seduziu, cuidado. Assista, mas não toque na moça e muito menos, tente beijá-la. Ninguém vai querer ver sua LUZ interior ser sugada e perder o próximo episódio.
PS* Não esqueçam de clicar nos nomes para ver como Anna Silk e Kristen Holden-Ried são clones de Anamara e Guilerme Weber. É assustador.(BOOOO)