Muito se fala na importância da figura dos roteiristas, produtores e/ou do showrunner de uma série. Mas o que muitos não se dão conta é da real importância de uma figura ímpar no mundo do entretenimento, em especial filmes e séries de TV: a Tia do Café.
Calma, eu explico.
Calma, eu explico.
A Tia do Café é a entidade que, quando entra na sala dos roteiristas para servir o cafezinho para aqueles que muitas vezes se acham os deuses da TV em sua soberba, faz o vidro quebrar com o seguinte questionamento: “É sério que ninguém acha isso ridículo e que vocês vão mesmo fazer isso?”
Além de desconhecida por grande parte do público, a Tia do Café possui uma incumbência tão injusta que só é lembrada pelos que sabem de sua existência no momento em que falha e deixa passar aqueles momentos sem noção que nem mesmo o Joselito seria capaz de criar.
Eis uma lista com cinco deles:
Depois de episódios completamente esquecíveis, Chuck apresenta uma sensível melhora, mas ainda não é hora de comemorar.
Chuck vem de um começo de temporada sofrível e chato (pelo menos para mim), mas eis que um episódio focado em John Casey e Morgan Grimes traz uma centelha de esperança.
Estou achando Chuck uma completa chatice e tive medo de acabar percebendo que a chata, na verdade, sou eu. Apesar de eu saber que dar a vocês a chance de me xingar logo no parágrafo inicial é um erro, eu vou seguir em frente, porque se é isso o que eu sinto, não posso mentir.
Fala sério, Chuck!
Sei lá. Esperava muito mais desse retorno de Chuck e acabei meio decepcionada. Não sei o que vocês acharam, mas para mim, a Season Premiere foi bem fraquinha, quase chata. Isso me pegou de surpresa porque tivemos uma terceira temporada de muita qualidade e a série terminou super bem. Agora, alguns meses depois, somos obrigados a agüentar um episódio totalmente sem sal.
O foco claro, é a busca pela mãe espiã, interpretada pela eterna Sarah Connor, Linda Hamilton. Parece estranho que uma mulher que deve estar na casa dos 50 anos seja tão habilidosa e fodona, mas até aí, tivemos até o velhaco Dolph Lundgren pagando de espião poderoso. De certa forma, gosto dessas participações na série, mas elas me fazem pensar muito na decadência desses atores que depois de fazer sucesso (ou “sucesso”), tem de se agarrar a ser figurante por aí, mas esse não é o assunto por aqui.
Todo o plot da separação entre Chuck e Sarah foi uma tremenda bobagem, salvo, talvez, pelas sexms. No mais, fiquei meio sem entender o motivo disso, completamente aleatório mesmo. No mais, a grande reviravolta está na transformação da Buy More em base da CIA, o problema é que não tenho certeza de que isso seja algo positivo. Ao contrário de algumas pessoas, eu curtia o núcleo dos Buy Morons e toda aquela bobagem com Jeff e Lester. Não sei se eles estarão na temporada, pois sou do tipo que não lê spoiler de nada, mas já aviso que sinto falta de um alívio cômico que fuja da coisa da espionagem.
Como era óbvio, a liberdade de Chuck dura pouco e logo ele precisa voltar a ser espião, unindo o trabalho oficial, com a investigação paralela sobre o paradeiro de Mary Elizabeth Bartowsky, que está prestes a ser vovó. Pois é. Ellie engravidou e obrigou Chuck a mentir mais uma vez para protegê-la, mas isso não dura muito, ou pelo menos, não mais do que nove meses. Se for para acompanhar a tendência natural, o Baby Awesome já nasce pronto para encarar missões impossíveis, sem deixar a mamadeira de lado.
Os fãs pediram, imploraram, fizeram campanha e Chuck voltou para uma temporada fenomenal e além de qualquer expectativa. O melhor de tudo: a renovação já saiu!
Algumas séries merecem ser celebradas. Chuck é uma delas, já que conseguiu superar a qualidade apresentada em suas temporadas anteriores e apresentou 18 episódios, praticamente irretocáveis.
Para nossa alegria, a 4ª temporada está garantida e teremos, a julgar por essa Season Finale, histórias novas e interessantes.
Apesar de eu ter as melhores expectativas, não pude deixar de lado o pensamento de que Chuck está seguindo o mesmo caminho trilhado por Alias, obviamente, guardadas as devidas proporções. Esse lance de família é bastante explorado na série de JJ Abrams e quem assistiu sabe bem que Sydney Bristow acaba descobrindo que vem de uma família de espiões. Não apenas o pai, Jack, era agente duplo, mas a mãe dela, também estava envolvida na profissão. Em certo ponto, até a irmã desconhecida de Sydney se revela espiã e por isso, não posso deixar passar essa coincidência.
De qualquer forma, Chuck é muito melhor que Alias, pelo menos para mim e não tenho dúvida que as histórias serão absolutamente melhores.
Como os episódios finais foram exibidos no mesmo dia e eu assisti em seguida, vocês já devem ter notado que farei um apanhado geral. Para começar, fiquei surpresa com o golpe na CIA. Não esperava essa infiltração da Aliança que começou muito bem o desfecho. A queda da General Beckman foi inesperada, assim como todo o golpe.
Por causa disso tudo, Ellie conseguiu redenção. Ninguém mais está entoando o sonoro “Porra, Ellie” depois do que ela fez para salvar o irmão. Fiquei muito feliz em ver que o episódio foi completamente centrado em Chuck e em como ele se tornou um ótimo espião, à parte do próprio Intersect. Em muitos momentos é aquela personalidade dócil e bem humorada que define as grandes sacadas. Eu sabia que ele não poderia atender ao pedido da irmã, porque afinal, Chuck é assim. Uma reviravolta imensa em cada Season Finale. A luta dele com Shaw, embalada pelo clipe majestoso de Jeffster já entrou para a história.
Gostei muito dos flashbacks, que anunciaram o grande novo plot da série, mas achei bem estranho o fato de Chuck sempre ter sido o Intersect. Quer dizer, se ele viveu com aquilo na cabeça desde a infância e é especial, porque tanto drama? Eu levo em conta que a versão 2.0 pode trazer efeitos colaterais, mas foi estranho vê-lo lembrar e simplesmente se curar do fluxo intenso de flashs.
Detalhes à parte, acho sensacional que a mãe de Chuck seja espiã e que ele agora vá agir sozinho e de forma secreta. Pelo menos, é o que parece. Se bem que segredos duram muito pouco ali e logo até o cachorro (se houvesse um) estará envolvido nas missões.
O espaço dado aos coadjuvantes também foi ótimo. Ellie, Awesome e Morgan tramando o resgate renderam muito bem. John Casey e sua paternidade, idem. A luta entre pai e filha foi outra coisa memorável, assim como Morgan quebrando os próprios dedos e explodindo a Buy More.
Apesar de aparecerem em menor escala, Jeff, Lester e Big Mike foram importantes peças cômicas do episódio. Pode até parecer que eles não têm importância na trama principal, mas são ótimos para quebrar um pouco o clima de espionagem. Agora que Jeff e Lester são suspeitos de explodir a loja, porém, talvez eles sejam incluídos no clima investigativo. Dito isso, já vou me preparando para a temporada que vem, onde a família, em seus diversos aspectos, será o tema principal. Até lá.
Porra, Ellie!
Não existe ninguém mais estúpida que Ellie Bartowsky.Ninguém merece tamanha burrice. Não há outra definição para a irmã de Chuck que faz uma cagada atrás da outra. Como eu previa, em breve teremos até um cachorro espião, já que os membros da família estão acabando.
É revoltante ver Ellie trabalhando para a Aliança sem nem questionar. Mas uma coisa ela fez bem: nocauteou John Casey com a frigideira. Então, agora é esperar pelas consequências e como Chuck bem sabe, elas virão.
Com o pai de volta à cena, houve um draminha desnecessário sobre a vida de espião. Já estou um pouco cansada desse plot que sempre coloca em xeque a decisão de Chuck. Pelo lado bom, ele traz sempre desculpas tecnológicas e mais uma engenhoca que pode impedir o filho de ficar biruta por causa do Intersect.
Para completar, Shaw vai mesmo voltar e ele não será facilmente derrotado. Além das habilidades comuns e do olho de vidro, ele é outra versão do Intersect e será uma prova de fogo para Chuck. A verdade é que nessa briga, somente as informações do programa não vão servir e o feedback humano é que fará a diferença, embora saibamos muito bem quem vai sair vitorioso no final.
No ramo aleatório da trama, um imenso problema para Jeffster, que se separou e ficou só Jeff mesmo. Talvez os dois devessem aceitar o conselho da compradora e para de tocar, ou então, se quiserem ficar realmente ricos, eles devem continuar. Estou certa de que muita gente irá contribuir com alguns trocados para o fim desses aclamados números musicais.
Depois de uma leve queda, Chuck levanta, sacode a poeira, dá a volta por cima e até vai parar num manicômio por isso.
Semana passada o episódio foi mais ou menos, mas voltamos à nossa programação normal. Chuck vai completando uma temporada excelente e cheia de possibilidades, que deixam a vontade de ver mais da série no ano que vem.
Eu estava achando muito estranha essa falta de remorso depois da morte de Shaw e os pesadelos mostram que Chuck não está tão bem resolvido nesse assunto quanto pensávamos. Apesar disso, abre a possibilidade de que essa história ainda não acabou e, em breve, veremos Shaw pular na tela e tentar algo contra Sarah. O fato dos sonhos de Chuck terem mesmo alguma utilidade real e estarem ligados ao Intersect não deixa dúvidas quanto a isso. Além do mais, já visualizo que, num futuro próximo, Chuck precise extrair o programa de sua cabeça, já que a estafa mental é o novo drama da série.
Toda a história do dente e do hospício foram ótimas, especialmente Merlin. O que é aquele doido? Sensacional o momento de expectativa criado no momento do ataque do exército de Merlin. Não rolou, mas isso foi justamente a melhor parte.
Morgan dando toco? Foi ótimo ver Anna Wu com cara de pastel depois de ser recusada não uma, não duas, mas três vezes seguidas. Depois dessa ela vai pedir Morgan em casamento. Devo dizer que foi um bom retorno. Sempre gostei dela e Morgan precisa de uma namorada antes que queira, sei lá, dar uns pegas em Jeff ou Leste. Ou ambos.
Quem, no entanto, leva o troféu de estúpida da vez, é Ellie. Então quer dizer que um cara que ela mal conhece aparece do nada, diz que é da CIA e ela acredita assim? Só sendo muito genial mesmo. E destemida também. Ellie se encontra sozinha com o fajuto e não tem o menor receio. Tudo isso nos leva à óbvia conclusão de que logo esse lance de espionagem não vai mais ser segredo para ninguém. Talvez, Devon e Ellie também se tornem espiões, assim como todo o resto do elenco. Sinceramente, esse é um aspecto de Chuck que me aborrece um pouco, mas vamos deixar rolar.
O que eu gostei bastante, foi da participação de Christopher Lloyd como o Dr. Dreyfus. Se tudo der errado em Chuck, ele simplesmente pode colocar todo mundo no Delorean e voltar no tempo para consertar.
Chuck está em seu melhor momento, fazendo uma terceira temporada cheia de surpresas, mas eis que chega a hora de vermos um episódio que é bom, mas nada além disso.
Sorte nossa que o ‘feijão com arroz’ de Chuck tem tempero especial e dessa vez, teve até um Tigre de Bengala para agitar as coisas. Aliás, teve cobra também, no meio da selva africana onde Ellie e Awesome passam apertos e são alvo da Aliança. Logo imaginei que aquilo iria acabar assim, ou não teriam tido o trabalho de mostrá-los naquela situação.
Portanto, é questão de tempo. Ellie vai descobrir sobre Chuck e sobre as mentiras todas, mas depois, vai ficar tudo bem, como sempre.
Nem preciso repetir (mas já estou repetindo) que adoro ver Morgan e Casey amiguinhos. Entre uma bufada e outra, não é que o treinamento dá certo. Pelo menos, Morgan é estúpido o suficiente para se arriscar e tentar salvar o dia, sendo perseguido pelo tigre.
O que não entendi foi aquele pânico súbito de Sarah ao ser chamada para dividir o puxadinho com Chuck. Ela estava toda no ritmo do matrimônio com Daniel Shaw e agora essa? Acho que ver o casal de espiões modelo, enviados pela General não ajudou. Bêbados, canastrões e trapaceiros, na profissão e um com o outro. Um belo exemplo do que não fazer na espionagem, isso sim. Pelo menos, depois do imbróglio com a “coleira do gatinho” eles resolveram se aposentar e incomodar apenas um ao outro enquanto assistem a algum programa de auditório tosco, como a Roda da Fortuna, deixando o trabalho na CIA para quem entende de verdade, como Chuck e Sarah.
Algumas semanas sem Chuck geraram imensa expectativa sobre a qualidade da série. Depois do episódio ‘Chuck Versus the Other Guy’ seria possível manter o nível e continuar agradando o público? Pois a resposta é um belo e sonoro: Sim!
Apostando no romantismo, a série dá continuidade à história do casal que tanto esperamos ver. Chuck E Sarah deixaram a amizade de lado, abandonaram os medos e finalmente estão juntos e felizes. Querem coisa melhor?
Além de todo esse clima de amor (correspondido), o episódio não deixa a ação de lado, afinal de contas, beijos e declarações de amor não podem impedir o trabalho de dois espiões, mesmo que os dois jurem de pés juntos que vão largar essa vida.
Não poderia ser diferente. Chuck e Sarah entram em um dilema, embora um não diga ao outro o que pensa e ambos estejam deixando a espionagem, crentes de que estão agradando ao parceiro. Como Chuck e Sarah deixarem a espionagem também levaria a série para o final, é claro que isso não aconteceu, porém, há que se fazer um alerta, pois Chuck , mesmo apresentando uma temporada genial, continua na corda bamba da NBC.
Outra coisa boa foi ver Morgan entrando de vez na Operação Bartowsky. Ele pode não ser fisicamente habilidoso e nem guardar um Intersect na cabeça, mas não há dúvidas, a vida de nerd e os anos de conhecimento inútil não foram tão inúteis assim.
A dobradinha Morgan e Casey não poderia começar melhor, cheia de humor e com a certeza de que ver esses dois trabalhando juntos ainda vai nos render bons momentos cômicos.
Chuck ainda não acabou, mas sem dúvidas, esse episódio teve o gostinho especial de uma Season Finale.
Ação, emoção, piadinhas e tudo o mais. Chuck vem fazendo uma 3ª temporada excepcional e, como já virou clichê afirmar, consegue se superar a cada semana. Impossível não elogiar esse episódio que fechou tantos ciclos e abre novas possibilidades, no mínimo curiosas.
Para começar, tivemos que ver Shaw ser bonzinho,mauzinho, bonzinho e finalmente, o grande vilão da história. O trauma pela perda da esposa fala mais alto e a história do homem que ama seu país acima de tudo, vai pelo ralo. Aliás, tudo por causa de Morgan, um especialista em filmes de artes marciais, que identifica como ninguém uma briga falsa.
Começava aí, a verdadeira operação Bartowski, com direito à fúria de John Casey e a perspicácia de Morgan na equipe. Esse time improvável prova que é infalível na espionagem. Chuck salva Sarah e Casey captura o diretor da Aliança.
FINALMENTE, Chuck e Sarah juntos! Parece até mentira, piada ou ilusão, mas é a mais pura verdade. Depois de muita lenga lenga, chegamos ao tão esperado momento. E dessa vez, o fato de Chuck ter atirado em Shaw e matado o agente dos olhos de vidro não foi empecilho. Ah, nem preciso dizer que Paris e a Torre Eiffel serviram de cenário perfeito para isso.
Fenomenal o retorno de Casey. Ele andava conformado com seu destino na Buy More, mas a missão de última hora trouxe de volta seu verdadeiro espírito. A conversa motivadora de Morgan e o medo de acabar virando parceiro de noitadas de Jeff e Lester, convenhamos, ajudaram bastante. O melhor foi vê-lo dar as cartas para a General, trocando terrorista pelo velho emprego de volta, e mais.
Pensam que Casey parou por aí? Na hora da chantagem até Morgan se deu bem e acaba de se tornar o mais novo espião de Burbank. Será que os bandidos agüentam essa? É ver para crer.
Super-Homem fazendo cara de mau. Deu medo? Pois aguarde para ver se esses olhinhos de vidro serão capazes de alguma maldade no próximo episódio de Chuck, porque até agora ficamos apenas na troca de alianças, literalmente.
O nome é proposital: The Ring. Tem a aliança do mal, que quer destruir o país e tem a aliança de Shaw, que acaba de descobrir o que soubemos na semana passada. Sarah matou Eve Shaw e agora vai pagar caro por isso e algo me diz que salvar o amor de sua vida será o verdadeiro exame final para Chuck.
Será que, estando a vida de Sarah em risco, ele mataria? De usar violência, em vez de apenas defender-se? A dúvida ainda persiste, mas tenho a impressão de que Chuck faria tudo por ela, de verdade. Aliás, esse episódio é prova disso.
Tudo começou naquela lenga-lenga eterna. Chuck ama Sarah, que está com Shaw e quer estar com Chuck, mas inventa desculpas esfarrapadas sempre que pode. Tive medo de que ficássemos apenas nisso, porque sinceramente, eu não agüento mais. Esses amores impossíveis e difíceis de acontecer podem empolgar e ser um trunfo, mas no caso de Chuck e Sarah, já virou um peso. Essa história está arrastada demais e minha vontade era de que esquecessem esse plot de uma vez. Ou então, vamos resolver esse lance de uma vez.
Apesar dos pesares, a união de Casey, Devon, Morgan e Chuck, na operação para reconquistar Sarah, foi genial, leve e engraçada. Os momentos de perseguição, estrelados por Jeff e Lester, igualmente. Juntando todos eles, imaginei Chuck comandando uma equipe de espiões inédita e bizarra, mas que por algum motivo cômico teria tudo para dar certo.
Outro momento empolgante foi ver Chuck tomando a frente para salvar Shaw do suicídio a que se propôs, quando decidiu enfrentar a Aliança sozinho. Como sabemos, tudo isso levou Shaw a seu momento da verdade, dando a impressão que a seguir veremos a Season Finale. Embora pareça, pelo que soube, Chuck não acaba na semana que vem, que promete um episódio emocionante e digno da qualidade que temos visto ao longo da temporada.
Chuck está arrebentando em sua 3ª temporada e apresenta mais um episódio muito bom. Ação, intriga, jabá do Subway e até um flashback cheio de revelações, mostram que ainda teremos muitas reviravoltas.
Para começar, vamos falar John Casey e toda sua ira direcionada para Jeff e Lester. Realmente dá vontade de bater naqueles dois, que mais parecem moleques endiabrados de colégio do que funcionários da Buy More. Big Mike atuando como guru da calma e sensatez foi épico, assim como o jabá mais do que merecido para a rede de lanchonetes Subway, que ajudou na campanha pelo não cancelamento de Chuck. O desafio de comer o mesmo sanduíche mordido por Jeff foi realmente uma missão impossível. Atum com peperoni, mistura escrota, misturada à baba misteriosa de Jeff criaram uma receita sem precedentes, mas a qual John Crazy, sobreviveu. Aliás, as coisas não estão nada fáceis para ele nesse período de adaptação e Chuck tenta ajudar, dando de presente uma arma roubada do governo.
Esse presente, como pudemos conferir, foi de extrema importância para o episódio, já que foi Casey o grande responsável por Chuck completar seu teste final e entrar para a vida de espião.
A missão de identificar um agente duplo teve sauna, toalhinha caindo e imitação de galinha, com sonoro “cocó”, que caiu perfeitamente na cena. Mas, para completar a tarefa, Chuck precisava ir além de suas habilidades e ter sangue frio o suficiente para matar o agente. Perseguição e tensão mostradas no início do episódio até faziam crer que Chuck disparou o gatilho, mas foi Casey a completar a tarefa, num gesto de amizade para o primeiro espião que não é um assassino.
A enrolação de Sarah e os olhares tristonhos para o que El julga ser um Chuck corrompido são um pé no saco. Está claro que ele faz tudo isso por ela, que só coloca obstáculos e nem imagina que está para se dar mal.
Ficou óbvio no flashback de Sarah que ela foi a responsável pela morte da esposa do agente Shaw. Isso mostra que, em breve, Chuck talvez tenha de perder seu medo de armas e matar alguém, para salvar sua amada Sarah, de uma vingança maligna do viúvo de olhos de vidro.
Mais uma boa semana para Chuck, que traz detalhes da vida secreta de John Casey antes de se tornar um agente da CIA.
Estava mais do que na hora. Três temporadas e não sabíamos nada de concreto sobre Casey. Agora, sabemos o nome antigo e sua motivação para se tornar o homem que conhecemos. Vinte anos antes, ele deixou tudo para trás para defender o país, mas será que valeu a pena?
Em nenhum momento eu tive dúvidas sobre ele. Não comprei a história da traição porque ele vive para defender a nação. Por isso, a revelação de que ele estava sendo chantageado não me pegou de surpresa e, na verdade, eu já esperava por isso. Rolou aquele clichê sobre ele deixar a mulher de sua vida para trás e ter uma já adulta que desconhece completamente, mas confesso que gostei disso. Esse era o toque de humanidade que faltava ao personagem, sem dúvidas e especialmente nesse momento, em que ele é convidado a se retirar da vida militar, essa família será fundamental.
Enquanto não sabemos onde isso vai dar, Chuck descobre uma pílula mágica, que o faz parar de sentir e apenas agir, transformando-o num agente perfeito e destemido. Como sempre, Sarah faz cara de cachorro morto a qualquer sucesso de Chuck, para dizer que prefere que ele seja o bobalhão de sempre. Não sei qual é a dessa fixação de Sarah. Chuck não mudou tanto assim, apenas ganhou habilidades magníficas.
Morgan está todo encantado com essa vida de espião e quer participar mais, ao contrário de Devon, que está louco para fugir de tudo. Justamente agora, Ellie consegue uma bolsa de pesquisa em neurologia e fica aquele impasse, embora a decisão seja tomada logo. Ninguém vai sair de perto de Chuck, pelo menos, não os amigos e a família. Sobre Sarah, não se pode afirmar a mesma coisa.
Eu sempre me perguntava quando chegaria o dia em que o segredo de Chuck não seria apenas um problema na vida de Devon e se tornaria de conhecimento público. Esse dia ainda não veio, mas o segredo já está começando a se expandir e não vai demorar muito para que toda Burbank saiba a verdadeira identidade de Agente Carmichael.
Foi por pouco, aliás, foi por muito pouco que isso não aconteceu. Enquanto Sarah, Shaw e Casey viajam numa missão plantada pela Aliança, Chuck, sem ter seus flashes fica na base, sozinho, amargando a vontade de desabafar com um amigo que não tem.
Ao mesmo tempo, chega a notícia de que a Buy More foi comprada e os novos donos estão prontos para demitir todo mundo, exceto Chuck e Morgan. Era até pra desconfiar que eles eram agentes da Aliança, prontos para capturar Carmichael, enquanto afastavam Shaw de sua base.
O resultado, além de uma revolução em estilo Guerra Fria Nerd Hippie, com direito a arma de brinquedo, barricada de salgadinhos, rock’nroll e até drogas patrocinadas por Jeff, é que Chuck e Morgan acabam reféns e a verdade vem à tona.
Simplesmente adorei que isso tenha acabado dessa forma, porque a mesma historinha de mentir o tempo todo começava a cansar. Morgan, que deveria se enfurecer com tudo isso, fica todo orgulhoso do amigo espião, achando que é bacana por associação. Especialmente depois de ver Chuck em ação, detonando no kung fu e recuperando a base sozinho.
Na Buy More, o telefone vermelho à moda russa toca e avisa que todos os estão recontratados. E Devon, que virou isca da Aliança, está apavorado e já pensa em fazer as malas e fugir com Ellie, para bem longe do cunhado espião.